O feriado da Independência promete ser marcado por atos políticos em lados opostos: enquanto o governo federal busca resgatar a bandeira do patriotismo e da defesa nacional, a oposição convocou manifestações em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
No programa O Grande Debate, da CNN, o comentarista Caio Coppolla e o advogado criminalista Guilherme Suguimori discutiram nesta sexta-feira (5) quem ditará a pauta das ruas.
Para Coppolla, a expectativa é de que as mobilizações da direita tenham maior impacto. Segundo ele, “a direita vai ignorar as narrativas e protestar baseada em fatos, já a esquerda vai ignorar os fatos e protestar baseada em narrativas”. Ele também criticou os discursos do governo sobre democracia e soberania, afirmando que não teriam mobilizado a população diante da alta de preços e da insatisfação social.
Já Suguimori destacou que o governo pode se beneficiar do cenário. Para ele, os protestos da oposição devem mirar mais o Supremo Tribunal Federal (STF) do que Lula, e a tendência de queda na adesão da direita desde 2022 favoreceria a pauta governista: “Se em 2024 eram 125 mil ou 185 mil, em 2025 caíram para 12 mil, 37 mil. Há uma queda contínua, o que pode se repetir.”
O 7 de setembro, portanto, ganha contornos de teste político: de um lado, a oposição tenta mostrar força e pressionar pelo perdão aos réus do 8 de janeiro; do outro, o governo aposta na institucionalidade para marcar presença.
Fontes: CNN Brasil, Folha de S.Paulo, O Globo
