sexta-feira, março 6, 2026

A nova fronteira do petróleo: Brasil, Guiana e Argentina disputam papel de potência energética na América do Sul

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A costa norte do Brasil, onde o rio Amazonas encontra o Atlântico, tornou-se centro de uma nova corrida global por petróleo.

Sob um ecossistema sensível — com recifes de corais recém-descobertos e vastos manguezais —, bilhões de barris podem estar ocultos no subsolo marinho. Após anos de impasse, o Ibama autorizou a perfuração exploratória na Foz do Amazonas, abrindo uma nova fronteira energética para o país.

A decisão reacende o dilema entre a imagem ambiental que o Brasil quer mostrar na COP30, em Belém (2026), e o avanço da exploração fóssil.

Petrobras, Chevron e ExxonMobil planejam atuar na região, enquanto ambientalistas alertam para riscos de vazamentos em águas profundas e dificuldades de resposta em caso de acidente.

A expansão acompanha o movimento sul-americano. A Guiana, com reservas descobertas em 2015, tornou-se o maior produtor de petróleo per capita do mundo, extraindo cerca de 650 mil barris por dia.

O presidente Irfaan Ali promete usar os lucros para reduzir a pobreza, mas analistas temem o “efeito Venezuela”, em que a abundância agravou desigualdades.

Na Argentina, o megacampo de xisto Vaca Muerta, no governo Javier Milei, é visto como motor econômico. O método de fraturamento hidráulico (“fracking”), porém, é criticado pelo alto consumo de água e impactos ambientais.

O Brasil segue líder regional, com recorde de exportações em 2024 — quando o petróleo superou a soja na pauta comercial. Lula defende manter a exploração: “Seria irresponsável abandonar o petróleo”, disse, citando o uso da renda para financiar a transição energética.

Fontes: CNN International, Reuters, Agência Brasil.

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