A indústria diz que o acordo Mercosul União Europeia pode ampliar exportações brasileiras: mais de 5 mil produtos teriam imposto zero no bloco quando a parte comercial começar a valer.
Segundo a CNI, o tratado eleva de 8% para 36% o acesso potencial do Brasil ao comércio mundial, ao somar o mercado europeu à rede de acordos já existente. A entidade destaca que o cronograma foi desenhado para ser gradual e dar previsibilidade ao setor produtivo.
Do lado brasileiro, a redução de tarifas para itens europeus ocorreria em prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, o que abre uma janela de adaptação para a indústria nacional. Na UE, a liberalização também é escalonada e inclui regras e salvaguardas para setores sensíveis.
Assinado em Assunção neste sábado (17), o acordo ainda precisa passar por etapas de aprovação nos blocos. Só depois dessas ratificações — e de eventual aplicação provisória de partes do texto — as tarifas começam a cair na prática.
Fontes: CNI, Agência Brasil, Comissão Europeia.
