A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) passou a ser citada como possível nome para o comando da Justiça e Segurança Pública em Brasília, em meio às discussões sobre reforma no primeiro escalão do governo.
A movimentação ganhou tração após um documento do Setorial Nacional de Segurança Pública do PT sugerir seu nome para a área, ao lado de outros quadros do campo governista. A própria Accorsi afirmou que se sentiu honrada, mas disse não haver convite formal e que mantém foco na articulação política em Goiás.
Do ponto de vista do Planalto, a leitura é pragmática: Accorsi reúne atributos que dialogam com a agenda do governo em segurança pública — é mulher, tem trajetória na área policial e acumula votação expressiva, o que dá densidade política e simbólica a uma eventual escolha. Também ajudaria o PT a ocupar com mais força um tema no qual a direita costuma ditar o enquadramento.
O custo está no outro lado do balcão: Justiça e Segurança Pública é uma pasta de alta fricção com Congresso, governadores e corporações. Um nome identificado com o PT tende a enfrentar resistência de parte do centrão e de setores policiais, além da cobrança por resultados rápidos em crime organizado e violência. Se a hipótese avançar, o teste real será a capacidade de construir maioria para uma agenda de segurança com execução, orçamento e coordenação federativa.
