Apesar das recentes declarações de apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência em 2026, aliados próximos a Tarcísio ainda veem possibilidade de ele entrar na disputa.
Com cenários políticos em formação até abril, esses grupos apostam em uma convocação do ex-ministro da Infraestrutura para desafiar o favoritismo de Lula (PT), que lidera pesquisas com 36% das intenções de voto.
Tarcísio negou planos de concorrer ao Planalto e prometeu trabalhar pela campanha de Flávio, priorizando sua reeleição ao governo paulista.
No entanto, o governador restringiu sua participação na pré-campanha ao território de São Paulo, sem acompanhar viagens nacionais de Flávio. Já Flávio, em ações no exterior, tem recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e repetiu que sua candidatura é irreversível.
Do lado dos bolsonaristas, há pressão para que Tarcísio formalize com clareza sua intenção de disputar apenas o governo estadual, inclusive com declarações públicas ao lado de Flávio.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que Tarcísio “não tem opção de ir contra” a candidatura do irmão e sugeriu que apoiadores abandonem projetos alternativos. Essa tensão reflete divisões na direita, com Eduardo admitindo até uma candidatura independente se houver insatisfação.
Especialistas apontam que o confinamento de decisões até abril pode alterar alianças, dependendo de pesquisas e articulações partidárias. Por ora, o foco permanece na unidade do campo conservador, mas com sinais de rachas internos.
Fontes: O Globo, Folha, G1.
