sexta-feira, março 6, 2026

Anistia a Bolsonaro ganha força na Câmara, mas esbarra no Senado e na opinião pública

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Após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo STF, aliados do ex-presidente articulam no Congresso um projeto de anistia amplo, retroativo a 2019, que apagaria eventuais crimes cometidos durante o mandato e abriria caminho para sua libertação. A proposta, no entanto, enfrenta barreiras políticas e jurídicas que reduzem as chances de aprovação imediata.

Na Câmara, a base bolsonarista pressiona por uma votação rápida, defendendo que a medida seja “ampla, geral e irrestrita”. Já no Senado, o cenário é diferente: a Casa costuma adotar postura mais legalista, com resistência a iniciativas que possam ser vistas como afronta direta às decisões do Supremo.

Outro fator determinante é a opinião pública. Pesquisas internas circulam entre líderes partidários mostrando que a sociedade ainda não tem maioria favorável a uma anistia para Bolsonaro. O receio é que a aprovação de um perdão amplo possa gerar desgaste político e mobilizar setores contrários ao ex-presidente, aumentando a polarização.

Para analistas, a proposta de anistia servirá, no curto prazo, como instrumento de pressão sobre o Judiciário e de discurso de unidade da base bolsonarista. Mas sua efetivação dependerá de cálculos políticos mais amplos: a correlação de forças no Senado, o humor da população e o impacto da medida nas eleições de 2026.

Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo

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