A Anvisa proibiu a comercialização, distribuição e divulgação do produto vendido como “Café de Açaí” após identificar publicidade com promessas de tratar e prevenir doenças — um tipo de alegação que, pela regra sanitária, não pode ser feita por alimento ou bebida sem comprovação e enquadramento como medicamento. A decisão foi publicada na sexta-feira (6.fev.2026) e mira, em especial, itens que estavam sendo promovidos como solução terapêutica para condições como diabetes e fibromialgia, o que pode induzir gente a abandonar tratamento sério por “atalhos” sem evidência.
O ponto central não é demonizar o açaí (que segue sendo alimento), e sim cortar a lógica do “milagre engarrafado”: quando o rótulo e a propaganda passam a vender cura, a conversa muda de nutrição para medicamento — e aí entram exigências de estudos, segurança, dose, registro e controle. Sem isso, o risco não é só financeiro; é sanitário.
Como se proteger: desconfie de anúncios que prometem “tratar”, “curar”, “controlar” doença, “substituir remédios” ou “desintoxicar” com resultados garantidos. Se você já comprou, pare de usar como “tratamento”, não suspenda remédios prescritos, guarde embalagem/lote e denuncie pelos canais oficiais. E, se aparecer efeito adverso, procure atendimento e relate o produto usado.
Fontes: Anvisa; Diário Oficial da União; Correio Braziliense.
