quinta-feira, março 5, 2026

Apagão aéreo leva senado dos EUA a desbloquear acordo para encerrar o ‘Shutdown’

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O colapso no sistema de controle de tráfego aéreo durante o fim de semana acelerou as negociações no Congresso americano e forçou o Senado a aprovar um acordo emergencial para encerrar a paralisação parcial do governo federal, que já durava mais de 40 dias.

A crise se agravou após a Administração Federal de Aviação (FAA) registrar 146 alertas de falta de pessoal entre 7 e 9.nov.2025 — o pior índice desde o início do shutdown. Com controladores e agentes da TSA trabalhando sem pagamento, aeroportos como Atlanta, Chicago, Nova York e Washington enfrentaram atrasos e cancelamentos em série. O Departamento de Transporte chegou a reduzir em 4% o número total de voos, e o secretário da pasta, Sean Duffy, alertou que o tráfego aéreo poderia “ser reduzido a um fio” antes do feriado de Ação de Graças.

Diante da pressão do setor aéreo e do descontentamento público, oito senadores democratas moderados romperam com parte da bancada e apoiaram uma resolução conjunta com os republicanos. O acordo, aprovado por 60 votos a 40, prevê a reabertura temporária do governo até 30.jan.2026, garantindo o pagamento retroativo a servidores e a retomada das atividades em órgãos-chave como Agricultura, Transporte e Defesa.

A proposta inclui apenas o compromisso de uma futura votação sobre a ampliação dos subsídios do Affordable Care Act (plano de saúde federal), sem garantias de aprovação — ponto que mantém a disputa entre Congresso e Casa Branca. O pacote ainda precisa passar pela Câmara antes de seguir para a assinatura do presidente Donald Trump, que tem defendido cortes de gastos e maior controle sobre as despesas federais.

Para analistas, o episódio mostra como pressões econômicas e logísticas — e não apenas partidárias — acabaram por quebrar o impasse político. O apagão aéreo transformou uma crise fiscal em uma emergência nacional, com impacto direto sobre a confiança no governo e no sistema de transporte americano.

Fontes: The Washington Post, The Wall Street Journal, Reuters.

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