O ato da direita na Avenida Paulista, neste domingo (1º), reuniu cerca de 20,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político (USP/Cebrap) em parceria com a More in Common.
O número coloca São Paulo como principal vitrine do “Acorda Brasil”, convocado por Nikolas Ferreira, mas abaixo de mobilizações anteriores: o mesmo método aponta que foi o segundo menor público bolsonarista na série histórica na Paulista e menos da metade do registrado no 7 de Setembro do ano passado (42,2 mil).
Em paralelo, manifestações ocorreram em mais de 20 cidades e, em leituras internas do Congresso, a base do governo explorou o argumento de que os atos ficaram mais esvaziados do que em outras ocasiões. A mobilização também aconteceu num dia dominado pela escalada da guerra no Golfo, o que tirou espaço do noticiário doméstico.
Há ainda um freio político evidente: a pauta de anistia ligada ao 8 de janeiro virou centro do chamado e segue como tema que mobiliza parte do público, mas afasta outros. Na leitura de estrategistas, a repetição de atos ao longo do ano tende a perder tração e só volta a crescer quando o calendário eleitoral encurta — um ambiente em que “cansaço” e “desconfiança” do eleitor passam a pesar na rua.
O termômetro agora é simples: se a direita consegue transformar 20 mil na Paulista em rotina nacional, ou se a mobilização fica concentrada em datas-chave mais perto de 2026.
Fontes: Exame (Monitor do Debate Político/USP-Cebrap); CNN Brasil; VEJA.
