Casos de fasciíte necrosante genital — infecção grave conhecida como “bactéria carnívora” — cresceram no Reino Unido, acendendo o alerta em ginecologistas. Segundo estudo publicado no BMJ Case Reports, o Hospital Shrewsbury and Telford registrou 20 casos entre 2022 e 2024, mais do que em toda a década anterior.
A infecção, rara e letal, destrói pele, gordura e músculos, podendo levar à morte em menos de 48h se não for tratada. A forma genital, chamada Gangrena de Fournier, é causada por bactérias como Streptococcus do grupo A, E. coli e Staphylococcus. A entrada ocorre por pequenas lesões na região íntima, e a progressão é rápida.
SINTOMAS: dor intensa, vermelhidão, inchaço, febre, escurecimento da pele, mal-estar, queda de pressão e taquicardia. O tratamento exige cirurgia urgente e internação.
Uma das pacientes citadas no estudo morreu mesmo após a cirurgia. Outras duas sobreviveram, mas com internações prolongadas.
FATORES DE RISCO: baixa imunidade (diabetes, câncer, desnutrição, alcoolismo), infecções urinárias, abscessos, má higiene íntima, relações com microlesões e pós-cirurgias ginecológicas.
Segundo o Hospital Albert Einstein, o diagnóstico precoce é fundamental. O uso imediato de antibióticos e o tratamento cirúrgico são essenciais para a sobrevivência.
PREVENÇÃO: manter higiene íntima adequada, atenção a pequenas feridas e procurar ajuda médica diante de sintomas incomuns. Ginecologistas alertam que o constrangimento ao buscar atendimento pode ser perigoso.
A recomendação é clara: dor súbita na vulva ou períneo, febre e alterações locais devem ser levadas a sério. O tempo é decisivo.
