sexta-feira, março 6, 2026

Boicote vira arma política no Brasil e nem sempre dá certo

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O boicote é uma forma legítima de protesto no consumo, mas virou também ferramenta de guerra cultural: grupos tentam “punir” marcas e emissoras por campanhas, convidados, posições (reais ou atribuídas) e até frases interpretadas como recados. Nos últimos dias, SBT e Havaianas entraram no radar — e a lógica é a mesma: criar custo reputacional rápido e forçar recuo.

Na prática, boicote funciona melhor quando tem alvo claro (patrocinador, varejo, contrato), pedido objetivo e persistência. Pesquisas sobre comportamento de boicote mostram que só uma minoria costuma aderir de fato; o impacto cresce quando a pessoa acredita que “vai fazer diferença” e quando o custo de trocar de marca é baixo.

No Brasil, os casos mais emblemáticos ajudam a entender o mecanismo. À direita, boicotes ligados a publicidade e valores já miraram campanhas como a de O Boticário (2015), que virou alvo de denúncias e processo no Conar.

Também houve pressão contra marcas por campanhas de diversidade e identidade (casos que viraram disputa nacional).

À esquerda, boicotes costumam ganhar tração quando o gatilho envolve discriminação, conduta corporativa ou violência — como no caso Carrefour (2020), que gerou mobilização pública e cobranças por medidas estruturais após o episódio que terminou em m0rt3.

A tendência é clara: boicote virou linguagem comum para esquerda e direita. Às vezes produz ajuste real; muitas vezes vira só barulho de rede — e, em alguns casos, ainda cria “efeito rebote”, fortalecendo a marca no grupo oposto. O Brasil entrou na fase em que até chinelo e grade de TV viram plebiscito.

Fontes: Conar; Idec; O Dia.

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