O bolsonarismo vive semana de atritos públicos, e aliados veem um retorno de Bolsonaro à prisão domiciliar como fator de distensão interna.
Bolsonaro está preso na PF, em Brasília, e a defesa voltou a pedir ao STF prisão domiciliar por motivos de saúde. Interlocutores avaliam que, se ele sair da custódia, a família recupera capacidade de coordenação e reduz disputas entre núcleos que hoje operam sem comando direto.
Nesse vácuo, os filhos não conseguiram construir pontes: Eduardo segue nos EUA; Carlos tenta se viabilizar como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina; e Flávio foi anunciado por Bolsonaro como pré-candidato ao Planalto. Ao mesmo tempo, parte da direita vê o governador Tarcísio de Freitas como nome capaz de pacificar o grupo pela perspectiva de poder — hipótese que o clã trata com cautela para não perder centralidade.
No curto prazo, o desfecho depende do STF e do ritmo da crise interna: com Bolsonaro preso, o incentivo à fragmentação aumenta; com Bolsonaro fora, a chance de reacomodação tende a crescer.
Fontes: Reuters, Agência Brasil, CNN Brasil.
