sexta-feira, março 6, 2026

Bolsonaro alega ‘alucinação’ por remédios, mas STF mantém prisão preventiva

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao STF um boletim médico que atribui a um “quadro de confusão mental e alucinações” a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que motivou sua prisão preventiva.

Segundo o documento, o episódio teria sido “possivelmente induzido” pela combinação de medicamentos, pouco antes de Bolsonaro passar de prisão domiciliar para custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada no sábado, 22.nov.2025, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que apontou elevado risco de fuga e dano à tornozeleira.

Em audiência de custódia neste domingo, o ex-presidente afirmou que teve “alucinação” e “certa paranoia”, acreditando que havia uma escuta no equipamento, o que o levou a usar um ferro de solda para tentar abrir a tampa. A versão não alterou o quadro jurídico: a prisão foi mantida.

No boletim, os médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique relatam que o quadro pode ter sido provocado pela Pregabalina, prescrita por outra profissional de saúde, em combinação com remédios já usados por Bolsonaro para crises de soluço, como Clorpromazina e Gabapentina.

O texto lista efeitos colaterais possíveis, como confusão mental, desorientação, alterações de equilíbrio e alucinações, e informa que a Pregabalina foi suspensa, sem sintomas residuais no momento. A defesa usa o laudo para pedir substituição da prisão preventiva por domiciliar.

Politicamente, o episódio amplia o desgaste de Bolsonaro às vésperas do início da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão por crimes contra a democracia, já confirmada pelo STF.

Enquanto aliados insistem na tese de “surto” medicamentoso para tentar aliviar o rigor da prisão, adversários exploram a narrativa como prova de risco institucional e de instabilidade, reforçando o debate sobre capacidade, responsabilidade penal e limites da atuação da Corte em casos de forte repercussão política.

Fontes: CNN Brasil; Agência Brasil; Poder360; InfoMoney.
InfoMoney

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