sexta-feira, março 6, 2026

Bolsonaro, Carlos e Ramagem são indiciados pela PF no caso da “ABIN Paralela”

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A Polícia Federal concluiu o inquérito da “Abin paralela” e indiciou, nesta segunda-feira (17), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O QUE DIZ A INVESTIGAÇÃO
Segundo a PF, o grupo teria usado ilegalmente o software First Mile para monitorar autoridades, opositores e jornalistas sem autorização judicial. A estrutura clandestina operava dentro da Agência Brasileira de Inteligência e produzia relatórios para fins políticos, inclusive para atacar o STF e o TSE.

As ações, iniciadas ainda em 2019, teriam sido coordenadas diretamente por Carlos Bolsonaro e Ramagem, com o conhecimento e comando do ex-presidente. A operação “Última Milha”, deflagrada anteriormente, já havia apontado Ramagem como figura central na montagem do esquema.

PRÓXIMOS PASSOS
A PGR agora decidirá se apresenta denúncia formal ao STF. O prazo inicial é de até 15 dias. Como envolve autoridades com foro privilegiado, o caso será julgado pela Corte. Caso a denúncia seja aceita, os três se tornam réus por crimes ligados à violação de sigilo, abuso de autoridade e possível obstrução de justiça.

IMPACTO POLÍTICO
O indiciamento aprofunda a crise jurídica de Bolsonaro e ameaça diretamente sua influência sobre o PL e seu projeto de retorno político. Ramagem, tido como pré-candidato à prefeitura do Rio, também vê sua posição enfraquecida. O caso pode agravar a relação do bolsonarismo com o Judiciário, já pressionado por investigações anteriores envolvendo atos antidemocráticos.

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