Mesmo preso, Bolsonaro continua influenciando a montagem de chapas para 2026, sobretudo no campo da direita e nas disputas por Senado e governos estaduais.
O dado que sustenta essa leitura está em dois pontos: a condenação pelo STF a 27 anos e 3 meses, com cumprimento de pena, e a manutenção do ex-presidente no centro das conversas do PL e de aliados sobre candidaturas estratégicas. Nos últimos dias, declarações públicas de familiares e aliados reforçaram que ele segue opinando sobre nomes.
Na prática, isso ajuda a explicar a corrida de pré-candidatos que buscam associação direta ao bolsonarismo, principalmente para Senado e Câmara. Nesses casos, o peso não é só eleitoral, mas simbólico: aval político, identidade ideológica e capacidade de mobilização de base.
Ao mesmo tempo, tratar Bolsonaro como filtro de “praticamente todos os estados” amplia demais o alcance real dessa influência. Em várias unidades da federação, governadores, lideranças regionais e acordos locais continuam definindo o ritmo das chapas, mesmo quando o fator Bolsonaro entra na negociação.
O cenário, por ora, é de influência persistente, mas seletiva: ele não controla sozinho o tabuleiro nacional, porém segue como um dos principais validadores de candidaturas competitivas no campo conservador.
Sem consolidar as chapas estaduais até a janela eleitoral, ainda falta confirmar em quais estados o peso de Bolsonaro decide nomes e onde ele apenas pressiona a negociação.
Fontes: Reuters, Agência Brasil, CNN Brasil
