A nova política tarifária do governo Trump acendeu o alerta no Brasil. Nesta quarta-feira (6), os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional à Índia por manter importações de petróleo da Rússia. O movimento reforça o risco de que países que mantêm relações comerciais estratégicas com Moscou sejam penalizados.
O Brasil aparece como potencial próximo alvo. Grande parte dos fertilizantes usados na agricultura brasileira ainda vem da Rússia, o que sustenta um vínculo econômico direto com o país em meio a tensões geopolíticas globais.
Especialistas alertam que uma eventual taxação norte-americana sobre produtos brasileiros — em especial do agronegócio — pode gerar impacto direto nos preços dos alimentos e na inflação interna. Fertilizantes encarecidos aumentariam o custo de produção e afetariam principalmente itens da cesta básica.
Embora o governo Lula defenda uma política externa multipolar e baseada na neutralidade diplomática, a dependência de insumos estratégicos como fertilizantes impõe riscos econômicos diante da nova postura dos EUA sob Trump, que tem adotado sanções como ferramenta de pressão internacional.
A falta de alternativas robustas à importação de fertilizantes russos revela a fragilidade da cadeia produtiva nacional e pode limitar a capacidade de resposta do Brasil frente à escalada de tarifas.
Fontes: Departamento de Comércio dos EUA, Ministério da Agricultura, especialistas em comércio exterior
