sexta-feira, março 6, 2026

Brasil pode usar terras-raras e data centers em negociação com EUA

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Brasil avalia incluir minerais críticos, terras-raras e setor de data centers em negociação com os EUA após tarifaço de Donald Trump.

A aproximação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, no contexto da Assembleia Geral da ONU (23.set.2025), abre espaço para reavaliar a relação comercial entre os dois países. O governo brasileiro e o setor privado já elaboram uma pauta que envolve carnes, café, máquinas, biocombustíveis, energia renovável e, sobretudo, minerais estratégicos como lítio, nióbio, cobre e terras-raras.

Trump impôs tarifas de 50% a produtos brasileiros, o que reduziu exportações, mas em proporção menor que a prevista. Lula afirmou que está disposto a negociar dentro das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), sem abdicar da soberania. “Se nós somos as duas maiores economias do continente, não há motivo para vivermos em conflito”, disse o presidente.

Empresários veem chance de cooperação, ainda que com ceticismo quanto à redução tarifária. O setor de data centers, que projeta receita de US$ 1,9 bilhão até 2027, aposta no regime especial de tributação (Redata) como incentivo a investimentos americanos no Brasil. Já a Embraer, liberada de parte das sobretaxas, planeja ampliar operações nos EUA, podendo gerar até 2,5 mil empregos adicionais.

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a reunião presidencial pode inaugurar uma “reaproximação estratégica”. Exportadores de carne bovina e café também aguardam avanços, argumentando que seus produtos complementam — e não competem diretamente — com a produção americana.

Fontes: Valor Econômico, O Globo, Folha de S.Paulo

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