sexta-feira, março 6, 2026

Brasil sai do mapa da fome da ONU após três anos, aponta FAO

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O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) após três anos. O relatório mais recente, que considera a média do triênio 2022-2024, indica que o país reduziu para menos de 2,5% o percentual da população em risco de subnutrição — patamar mínimo para que uma nação seja excluída da lista.

A saída representa o cumprimento de uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que celebrou o resultado. O Ministério do Desenvolvimento Social atribuiu o feito a políticas como o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar, o estímulo à geração de emprego e o combate à pobreza.

Criado pela FAO para monitorar a insegurança alimentar global, o Mapa da Fome usa o indicador chamado Prevalência de Subnutrição (PoU), que mede a parcela da população sem acesso suficiente a calorias diárias mínimas. O cálculo leva em conta a disponibilidade de alimentos no país, a desigualdade no acesso (ligada à renda) e o consumo calórico ideal por indivíduo.

O Brasil havia saído do Mapa da Fome em 2014, mas retornou entre 2019 e 2021, período marcado por crise econômica, pandemia e redução de políticas sociais.

Segundo a FAO, a prevalência de subnutrição no país caiu para menos de 2,5% em 2025. Há duas décadas, esse índice era de 5,7%. Na América Latina, a média atual é de 5,1%; no mundo, 8,2%.

Apesar do avanço, o relatório alerta para desafios persistentes: 3,4% da população brasileira ainda sofre com insegurança alimentar grave — o equivalente a 7 milhões de pessoas que convivem com a incerteza de garantir três refeições por dia. A insegurança alimentar moderada atinge 13,5% dos brasileiros.

A FAO publica os dados em médias trienais para evitar distorções provocadas por eventos pontuais, como secas ou crises econômicas. A cada nova edição, números anteriores podem ser revisados com base em dados mais atualizados.

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