O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (6) que a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser “a gota d’água” para iniciar um movimento de desobediência civil no país. Em evento realizado em São Paulo, Caiado classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, como um ato de “vingança pessoal” e alertou para o agravamento da crise institucional.
Pré-candidato à Presidência da República em 2026, Caiado defendeu que decisões da Suprema Corte devem ser tomadas em plenário, e não por meio de despachos individuais, que, segundo ele, têm gerado “mal-estar e sentimento de enfrentamento” na sociedade brasileira.
O governador criticou ainda as medidas impostas a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e a restrição ao uso de celular, considerando-as desproporcionais e incompatíveis com o Estado democrático de direito.
No mesmo evento, Caiado anunciou que o União Brasil iniciará uma obstrução total das pautas do governo federal na Câmara e no Senado. A medida foi decidida após reunião com líderes do partido, que possui três ministros no governo Lula.
A declaração foi feita durante o lançamento de um fundo de R$ 628 milhões para apoiar empresas exportadoras goianas afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos.
Fontes: G1, Estadão, Agência Brasil
