Nos Estados Unidos, o “carro médio” novo já é negociado perto de US$ 50 mil — um patamar que assusta consumidores e obriga montadoras a repensar estratégia.
Em janeiro de 2026, o preço médio pago (média de transação) ficou em US$ 49.191. Em novembro de 2018, era US$ 36.978. Na prática, o salto é de cerca de US$ 12 mil, algo como +33% em oito anos.
O que empurra essa conta não é um único fator: os modelos de entrada encolheram, o público migrou para SUVs e picapes (mais caros) e os carros “básicos” passaram a vir com mais tecnologia e itens de segurança. Somam-se custos, juros e incertezas comerciais, que tendem a aparecer no preço final.
No mercado de usados, o indicador Manheim (atacado) ajuda a entender a pressão: o índice estava em 134,9 em junho de 2018 e chegou a 209,2 em meados de janeiro de 2026 — alta de cerca de 55% no período.
A melhora deve ser lenta. A tendência mais citada para 2026 é de estabilização, com mais versões de entrada e ajustes de incentivos, mas sem “voltar a 2018”. O próximo termômetro são os relatórios mensais de preços e a reação do crédito ao longo do 1º semestre.
Fontes: Cox Automotive/Kelley Blue Book; Reuters; The Washington Post.
