Em depoimento prestado nesta segunda-feira (9) ao ministro Alexandre de Moraes, o tenente-coronel Mauro Cid confirmou a existência de uma minuta golpista que previa a convocação de novas eleições e a prisão do próprio Moraes.
Segundo o ex-ajudante de ordens, o documento foi lido, alterado e aprovado por Jair Bolsonaro em reunião realizada no Ministério da Defesa, em dezembro de 2022.
Ainda segundo Cid, a proposta foi apresentada aos comandantes das três Forças Armadas, que teriam sido pressionados a aderir ao plano.
A versão final do texto – segundo o depoimento – mantinha apenas dois pontos: a realização de nova eleição e a prisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal.
As revelações fazem parte da Ação Penal 2668, que investiga uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. O conteúdo reforça a tese da chamada “Punhal Verde e Amarelo”, trama investigada pela Operação Tempus Veritatis, que apura articulações para anular o resultado eleitoral.
O depoimento de Cid ocorre na fase de interrogatórios no STF, que também deve ouvir o ex-presidente Bolsonaro nesta quarta-feira (11).
A expectativa é que essas declarações influenciem diretamente no rumo da ação penal e na homologação do acordo de colaboração firmado por Cid.
Fontes: STF.
