sexta-feira, março 6, 2026

Cientistas bloqueiam “proteína da cicatriz” em animais

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Uma equipe de Cingapura e da Alemanha conseguiu estimular a regeneração de células do rim e recuperar parte da função do órgão em modelos animais ao bloquear a interleucina-11 (IL-11), molécula ligada à fibrose — cicatriz que endurece o tecido.

O trabalho saiu na Nature Communications em dez.2022 e descreve que a IL-11, ativada após a lesão, empurra células dos túbulos renais para um estado de “travamento” e inflamação. Com um anticorpo anti-IL-11, os pesquisadores observaram queda de inflamação e fibrose e aumento da proliferação dessas células, com melhora de massa e função renal em modelos agudos e crônicos.

A manchete de “1ª vez” precisa de freio: o resultado é pré-clínico, feito em roedores, e não significa que a insuficiência renal já possa ser revertida em pessoas. Ainda faltam ensaios em humanos para confirmar segurança, dose e benefício real — especialmente na doença renal crônica avançada.

Mesmo assim, o sinal é forte porque hoje a medicina muitas vezes consegue desacelerar a progressão, mas raramente “desfaz” cicatriz já formada. Se a via da IL-11 se confirmar em humanos, pode abrir caminho para terapias regenerativas e combinações com tratamentos padrão, reduzindo diálise e necessidade de transplante em parte dos casos.

Órgãos de pesquisa e reguladores analisam como levar a terapia anti-IL-11 para testes em humanos.

Fontes: Nature Communications; Duke-NUS/NHCS; PubMed.

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