A COP30 começou oficialmente em 10.nov.2025, em Belém (PA), reunindo quase 200 delegações para discutir metas de redução de emissões e financiamento climático. Apesar de avanços no diálogo, o evento enfrenta divergências entre países desenvolvidos e emergentes sobre responsabilidades e prazos de cumprimento das metas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou como “falha moral” o fato de o mundo continuar no caminho para um aumento médio de 2,3 °C na temperatura global, acima do limite de 1,5 °C definido no Acordo de Paris. Ele pediu ações imediatas e criticou a lentidão dos governos em implementar compromissos já assumidos.
A conferência tem como eixos principais a ampliação do financiamento para países em desenvolvimento, o reforço da proteção dos povos indígenas e o uso sustentável da Amazônia. O diplomata brasileiro André Corrêa do Lago, presidente das negociações, afirmou que o entusiasmo das nações do Norte diminuiu, enquanto o Sul global, especialmente a China, vem ganhando protagonismo com investimentos em energia limpa.
Para o Brasil, sediar a COP30 representa uma oportunidade estratégica de reafirmar liderança na agenda ambiental e mostrar resultados concretos na preservação da Amazônia. No entanto, analistas apontam que os entraves econômicos e geopolíticos podem reduzir a efetividade dos compromissos firmados em Belém.
Fontes: G1, Reuters, BBC News.
