sexta-feira, março 6, 2026

Corrida nuclear pode ganhar força com pressão dos EUA sobre aliados

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A escalada de pressão de Washington sobre países mais frágeis reacendeu um temor em estrategistas: uma corrida nuclear como “seguro” de negociação, para reduzir a desvantagem militar diante dos EUA.

A lógica é a da dissuasão: ter capacidade nuclear (ou estar sob um “guarda-chuva” nuclear confiável) muda o custo político e militar de qualquer coerção. Em outras palavras, a corrida nuclear vira moeda de barganha quando alianças parecem menos previsíveis.

Esse debate já aparece, com intensidade, entre aliados dos EUA. Na Ásia, pesquisas apontam apoio elevado à ideia de armamento nuclear próprio na Coreia do Sul, impulsionado pela ameaça da Coreia do Norte e pela dúvida sobre garantias de defesa. Na Europa, avançam discussões sobre ampliar a proteção nuclear francesa para parceiros, enquanto países do Leste pedem reforço do “guarda-chuva” da Otan.

O problema é o efeito dominó: mais atores com capacidade nuclear elevam risco de erro de cálculo, acidente e chantagem. Além disso, há custos econômicos e diplomáticos: sanções, isolamento e ruptura de tratados como o TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear).

No curto prazo, a tendência mais plausível é o fortalecimento de “guarda-chuvas nucleares” e arranjos de dissuasão entre aliados. Mas, se a corrida nuclear ganhar tração, o sistema de não proliferação pode entrar em sua fase mais frágil em décadas.

Fontes: Reuters, IISS, Asan Institute for Policy Studies.

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