Suspeitas de ligações entre o ministro do STF Dias Toffoli e o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ganharam força na última semana com reportagens que apontam conexões familiares e possíveis conflitos de interesse.
Com isso, deputados de oposição e governistas se uniram para exigir apurações mais profundas, destacando o impacto no Judiciário brasileiro.
Os irmãos de Toffoli venderam parte do resort a um fundo representado por um investigado por lavagem de dinheiro, ligado ao Banco Master – instituição liquidada pelo Banco Central em 2025 e sob relatoria do próprio ministro no STF.
Documentos revelam que Toffoli passou ao menos 168 dias no local entre 2022 e 2025, com custos de segurança arcados por cofres públicos, totalizando cerca de R$ 548 mil.
Denúncias recentes incluem a suposta operação de um cassino informal no resort, com jogos como blackjack e apostas em dinheiro, o que levou partidos como o Missão e o MBL a protocolarem notícias-crime no Ministério Público do Paraná e na PGR.
Eles pedem investigação sobre violações à lei, incluindo possíveis infrações ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Parlamentares acionaram ainda o CNJ para analisar a relação de Toffoli com o empreendimento, argumentando risco de imparcialidade em processos relacionados.
A defesa do ministro não se manifestou publicamente até agora.
As investigações estão em andamento e ninguém pode ser considerado culpado até decisão final da Justiça.
Fontes: UOL, O Globo, Gazeta do Povo.
