A cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reabriu a disputa pela composição ao Senado de São Paulo e expôs uma queda de braço entre núcleos do bolsonarismo e aliados no estado.
A Mesa Diretora da Câmara publicou em 18.dez (quinta-feira) o ato que declarou a perda do mandato de Eduardo por faltas. Ele segue nos Estados Unidos e não está inelegível, mas seu espaço eleitoral virou alvo de disputa no partido.
Nos bastidores, Eduardo tenta emplacar o deputado estadual Gil Diniz. Do outro lado, Michelle Bolsonaro defende ampliar o leque e aliados citam a deputada Rosana Valle como alternativa, enquanto o PL também avalia outros nomes.
Em paralelo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) trabalha para fechar uma chapa competitiva em SP, com o ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite (PP) entre os cotados, num cenário em que a direita tenta evitar fragmentação num estado que elegerá dois senadores em 2026.
Eduardo também virou réu no STF, acusado de coação no curso do processo ao articular sanções contra autoridades brasileiras; a defesa nega irregularidades. As apurações seguem, e ninguém pode ser considerado culpado até decisão final da Justiça.
Fontes: Agência Brasil, STF, InfoMoney (O Globo).
