O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta rachas internos que ameaçam a formação de chapas para as eleições estaduais de outubro de 2026.
Com foco em palanques para apoiar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, disputas por vagas ao Senado e governos envolvem intervenções da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o que pode enfraquecer a unidade da direita.
Em Santa Catarina, Michelle apoiou a deputada Carol de Toni para o Senado, contrariando a executiva nacional e causando atritos com o governador Jorginho Mello. No Ceará, críticas de Michelle esfriaram uma possível aliança com Ciro Gomes para o governo, apesar de negociações em curso.
Em São Paulo, bolsonaristas radicais e aliados do governador Tarcísio de Freitas divergem sobre candidaturas ao Senado, como entre Gil Diniz e Rosana Valle. No Distrito Federal, Michelle defende chapa própria com Bia Kicis, questionando acordos com Ibaneis Rocha.
Em Goiás e Rio Grande do Sul, embates por vagas majoritárias complicam alianças com PP e outros partidos. Já em Minas Gerais, o cenário segue indefinido com interesses concorrentes.
Esses conflitos reduzem o tempo para recompor alianças e aumentam o risco de fragmentar o voto direitista, especialmente com restrições a Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.
Fontes: Folha de S.Paulo, O Antagonista, CartaCapital.
