A Doença Renal Crônica (DRC) passou a figurar entre as dez principais causas de morte no mundo em 2023, com cerca de 1,48 milhão de óbitos registrados globalmente. Segundo o Global Burden of Disease Study 2023, o número de pessoas com a condição chegou a 788 milhões — mais que o dobro dos 378 milhões registrados em 1990.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que 6,7% dos adultos vivem com DRC, proporção que triplica entre pessoas acima dos 60 anos. Entre 2019 e 2023, os atendimentos na atenção primária para pacientes renais cresceram mais de 150%, sinalizando aumento expressivo na demanda por acompanhamento e tratamento especializado.
A mortalidade também preocupa: em 2022, a taxa entre homens foi de 4,7 óbitos por 100 mil habitantes, contra 3,2 entre mulheres. A faixa de 60 a 69 anos concentra as maiores taxas de internação e de morte precoce. A prevalência de pacientes em diálise segue em alta, passando de 758 para 771 por milhão de habitantes entre 2022 e 2023, segundo o Jornal Brasileiro de Nefrologia.
Especialistas alertam que a DRC já representa uma das principais pressões sobre o sistema de saúde. O envelhecimento populacional, a alta incidência de hipertensão e diabetes e a desigualdade regional no acesso à atenção primária agravam o cenário. A Secretaria de Vigilância em Saúde defende ampliar o diagnóstico precoce e integrar o tratamento renal às redes do SUS para frear o avanço da doença.
Com crescimento acelerado e forte impacto econômico, a DRC deixa de ser um problema marginal para se tornar uma prioridade de saúde pública no Brasil e no mundo.
Fontes: Ministério da Saúde, JBN, Sociedade Brasileira de Nefrologia.
