Com a guerra no Golfo se expandindo, Dubai entrou no mapa do caos logístico: cancelamentos em cadeia deixaram turistas retidos, com terminais lotados e incerteza sobre quando as conexões internacionais normalizam.
O gatilho é a combinação de ataques e alertas no entorno do Golfo. A Reuters registrou suspensão de operações e recomendação para passageiros não seguirem aos aeroportos, enquanto companhias ajustam rotas e horários por segurança. Na prática, muita gente fica “presa” porque Dubai é hub de conexão para Europa, Ásia e África.
No mar, o risco também subiu. Grandes armadoras passaram a evitar trechos sensíveis e a rever tráfego na região, em meio ao impacto do Estreito de Ormuz e ao alerta de segurança para navegação — um quadro que encarece frete, atrasa cargas e amplia a pressão no preço da energia.
Mesmo com defesas ativas, o clima é de tensão. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou ter interceptado a maior parte de mísseis e drones lançados contra o país desde o início da ofensiva, mas reconheceu queda de destroços e danos pontuais. Para quem está em trânsito, o dado não acalma: o que pesa é a chance de novas sirenes, novos bloqueios e mais cancelamentos.
Autoridades e empresas aéreas avaliam janelas de reabertura e rotas alternativas, mas a fila de passageiros para voltar para casa só cresce.
Fontes: Reuters; WAM (agência oficial dos Emirados); Maersk.
