Quase todo o orçamento “livre” de alguns ministérios foi parar em emendas parlamentares em 2025 — um recorde que reacende a disputa por prioridades e transparência.
Números divulgados nesta segunda-feira (12) indicam que o maior percentual foi no Turismo: 78,9% do orçamento discricionário foi empenhado para atender emendas parlamentares. No Esporte, foram 65,2%.
Em outras pastas, a fatia ficou perto de 40%, incluindo a Saúde, que lidera em volume: cerca de R$ 25,7 bilhões em emendas executadas de um total de R$ 47,3 bilhões empenhados no ano, com repasses sobretudo a estados e municípios.
No agregado, as emendas parlamentares já alcançaram 21,9% do orçamento discricionário do Executivo em 2025 — bem acima de 2015 (2,5%). Para 2026, o Orçamento aprovado no Congresso reservou mais de R$ 61 bilhões para emendas, e o Planalto ainda avalia vetos.
Com mais dinheiro carimbado por parlamentares, cresce o protagonismo do Congresso sobre a agenda do Executivo. No STF, o tema das emendas impositivas e da transparência segue em disputa, e PF/CGU já apuraram suspeitas de desvios em indicações para eventos.
Fontes: Folha de S.Paulo, Senado Federal, CGU.
