A EMS acertou com a suíça Idorsia a vinda do daridorexanto (Quviviq) ao Brasil; o dossiê do produto já foi protocolado e está em análise na Anvisa.
O acordo envolve US$ 20 milhões, mais royalties conforme o desempenho comercial. A ideia é posicionar o daridorexanto como “evolução” em relação aos hipnóticos mais conhecidos, prometendo sono mais contínuo e menos cansaço no dia seguinte, segundo executivos da companhia.
Hoje, a EMS já é forte nesse segmento: o Patz (zolpidem) — de prescrição controlada — vende mais de 100 mil unidades por mês e passa de R$ 100 milhões ao ano, de acordo com a empresa. A própria EMS admite que o zolpidem pode ter uso inadequado e reforça orientação de uso racional e acompanhamento médico.
O movimento acontece num país em que estudos da Fiocruz apontam que 72% dos brasileiros relatam algum tipo de alteração do sono — e em que a busca por tratamento cresce junto com o debate sobre dependência e efeitos colaterais.
A previsão citada pela EMS é iniciar vendas por volta de meados de 2027, depois do aval sanitário e da definição de preço no Brasil. A companhia também mira o México, com expectativa de comercialização por volta de 2028.
Fontes: Exame/INSIGHT; Idorsia (comunicado); Ministério da Saúde.
