Em poucos dias, a imagem do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi associada, nas redes, a dois ambientes opostos — um culto evangélico e um ensaio de escola de samba — e o contraste alimentou críticas e dúvidas entre aliados.
Após confirmar que disputará a Presidência em 2026, Flávio tenta ampliar alcance sem perder a base conservadora — e, nesse movimento, cada gesto público vira “sinal” para públicos diferentes.
Ontem (domingo, 28), ele publicou vídeo após participar de culto na Lagoinha Orlando (EUA).
O trecho circulou como “entrega para Jesus”, mas o senador disse que foi uma oração e que já é cristão.
Na sequência, viralizaram vídeos atribuídos a ele em ensaio de escola de samba, com suposto uso de vape e bebida alcoólica; até aqui, não há confirmação independente de data e contexto, e clipes antigos em ambiente de Carnaval também vêm sendo reciclados.
O ruído central não é frequentar igreja ou samba — é a falta de critério público sobre o que é agenda pessoal, gesto religioso ou ato político.
Sem essa distinção, a pré-campanha abre flanco para acusação de oportunismo e para perda de confiança entre segmentos que cobram coerência; defensores, por outro lado, alegam que circular por diferentes espaços é parte da vida pública e não deveria ser policiado.
Fontes: Reuters; publicação oficial de Flávio Bolsonaro (redes sociais)
