sexta-feira, março 6, 2026

Esquerda volta às ruas e tenta barrar anistia e PEC da Blindagem

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Após mais de uma década sem mobilizar grandes atos, a esquerda reuniu milhares de pessoas neste domingo (21) em cidades como São Paulo (43 mil) e Rio de Janeiro (42 mil), em protestos contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia. A estratégia é usar a pressão popular para influenciar os trabalhos na Câmara dos Deputados.

Com apoio de artistas em trios elétricos, parlamentares da base de Lula (PT) defenderam prioridade para propostas do governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o fim da escala 6×1 no mercado de trabalho. Em Brasília, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a “PEC da Bandidagem está enterrada” e classificou os atos como “virada de jogo”.

Os dois projetos avançaram recentemente com apoio do centrão. A PEC da Blindagem amplia foro privilegiado e cria aval secreto do Legislativo para abertura de processos contra parlamentares. Já o PL da Anistia tramita em regime de urgência e está sob relatoria de Paulinho da Força (Solidariedade-SP). No Senado, a blindagem terá início na CCJ, sob relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), contrário à proposta.

Em São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que a mobilização cobra do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a votação da cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a aprovação da isenção do IR. Ele também pediu que o Senado derrube a blindagem e rejeite qualquer tipo de anistia.

Enquanto governistas celebraram o comparecimento às ruas, lideranças da direita minimizaram os atos. O pastor Silas Malafaia chamou as manifestações de “show de artistas para levar gente”, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “hipocrisia” a posição de artistas contrários à anistia, relembrando o apoio deles à Lei de 1979.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo, g1

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