Executivos das maiores petroleiras dos EUA sinalizaram interesse em operar na Venezuela, mas evitaram prometer investimentos rápidos e bilionários, apesar da pressão do governo Trump.
Segundo o Axios, a conversa ocorreu nesta sexta-feira (9) na Casa Branca. Trump disse querer acordos “já”, afirmou que daria garantias de segurança e defendeu que as empresas tratem “diretamente” com Washington, não com o governo venezuelano.
Os CEOs foram mais cautelosos. A Exxon afirmou que o país é “inutilizável” sem mudanças profundas nas regras de negócios, no sistema jurídico e na lei de hidrocarbonetos — com proteção durável ao investimento. A ConocoPhillips citou a necessidade de reestruturar dívidas e desenhar financiamentos com bancos para sustentar bilhões em obras e recuperação de infraestrutura.
A leitura do setor é que o risco regulatório, o histórico de expropriações e o ambiente de sanções seguem no centro da decisão. Analistas apontam que retomar patamares próximos aos anos 1990 exigiria investimentos acima de US$ 100 bilhões e vários anos, com produção atual perto de 800 mil barris/dia.
Fontes: Axios.
