A região entrou em modo de prontidão: militares dos EUA já estariam em posição para um possível ataque ao Irã, mas a ordem final ainda depende de Donald Trump.
Nesta quarta-feira (18), veículos internacionais relataram que Washington reforçou a presença aérea e naval no Oriente Médio, enquanto Israel elevou o nível de alerta de emergência diante do risco de retaliações e de uma escalada rápida.
A tensão subiu depois de uma rodada de negociações indiretas entre EUA e Irã em Genebra, também na quarta (18). Segundo autoridades ouvidas pela Reuters, houve algum avanço inicial, mas persistem impasses centrais — especialmente sobre enriquecimento de urânio, o alcance do acordo e a inclusão do programa de mísseis balísticos. Do lado iraniano, a chancelaria sinalizou que o diálogo foi um “bom começo” e que deve continuar, sem data pública para a próxima rodada.
O cenário, por enquanto, é de pressão combinada: diplomacia em aberto e força em prontidão. A linha que separa “ameaça” de “ação” passa por uma decisão política em Washington — e pelo cálculo de custos de uma resposta iraniana, que pode atingir alvos na região.
O próximo passo verificável é a entrega, por Teerã, de uma proposta por escrito aos EUA e novas conversas diplomáticas, incluindo reunião prevista do secretário de Estado Marco Rubio com Benjamin Netanyahu em 28.fev, segundo a Reuters.
Fontes: Reuters; The Guardian; Al Jazeera.
