A retirada, pelos EUA, do ministro Alexandre de Moraes (STF) e de sua esposa, Viviane Barci, da lista de sanções da Lei Magnitsky (12.dez.2025) virou munição imediata na direita bolsonarista: Nikolas Ferreira (PL-MG) e Allan dos Santos trocaram ataques públicos nas redes e escancararam a disputa por “culpados” pelo recuo de Washington.
O Departamento do Tesouro (OFAC) formalizou a exclusão dos nomes na lista de sancionados, revertendo a medida adotada meses antes sob o mecanismo Magnitsky, que pode bloquear bens sob jurisdição americana e restringir transações com o sistema financeiro dos EUA. A decisão ocorreu após sinais de distensão diplomática entre Brasília e Washington, em meio a conversas entre Lula e Trump.
No embate, Allan publicou que o recuo seria reflexo de desorganização e divisões internas. Nikolas, ao repercutir a postagem em conversa interna do PL, ironizou a tentativa de jogar a responsabilidade nos deputados; quando Allan o confrontou publicamente, o deputado respondeu com xingamento, ampliando o desgaste.
O episódio se soma a novas acusações dentro do próprio campo bolsonarista: Eduardo Bolsonaro disse receber a retirada das sanções “com pesar” e atribuiu o resultado à falta de coesão e apoio às articulações no exterior. Paralelamente, a Câmara aprovou o PL da “dosimetria” sobre penas ligadas ao 8 de Janeiro, tema que também entrou na guerra de narrativas.
Leitura política: com a Magnitsky fora do tabuleiro, a pressão externa perde força e a disputa migra para dentro — quem manda, quem negocia e quem paga a conta do fracasso. Quando o adversário “some”, a briga por liderança costuma aparecer.
Fontes: Reuters, OFAC, Agência Brasil/CNN Brasil.
