sexta-feira, março 6, 2026

Exames de cérebro sugerem nova explicação para remédios de TDAH

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Estudo publicado na quarta-feira (24) na “Cell” sugere que estimulantes do TDAH atuem mais em vigília e recompensa do que diretamente na atenção.

Pesquisadores da Washington University (EUA) analisaram fMRI em repouso de 5.795 crianças (8 a 11 anos) do estudo ABCD e compararam quem tomou o medicamento no dia do exame com quem não tomou. O padrão apareceu sobretudo em redes cerebrais de alerta (vigília) e recompensa, e não nos circuitos tradicionalmente ligados à atenção.

O grupo também testou o efeito em um experimento pequeno com cinco adultos saudáveis, com exames antes e depois de um estimulante, e encontrou sinal parecido. Para os autores, isso ajuda a explicar por que tarefas “chatas” ficam mais toleráveis e por que a inquietação pode diminuir quando a atividade passa a parecer mais recompensadora.

A pesquisa ainda sugere um ponto sensível: os medicamentos podem “apagar” marcas cerebrais de pouco sono, imitando parte do efeito de uma noite bem dormida. Por isso, os cientistas defendem que a avaliação de TDAH e a decisão terapêutica considerem, de forma ativa, privação de sono e rotina de descanso.

Não mude dose ou interrompa medicação sem orientação médica. Se houver queixa de desatenção, vale checar sono, hábitos e avaliação clínica completa.

Fontes: Cell; Washington University School of Medicine; ABCD Study.

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