Neste começo de fevereiro, ondas de frio e ventos fortes podem derrubar a sensação térmica e travar aeroportos e estradas nos EUA e na Europa. O risco não é “a neve”: é o gelo no asfalto, atrasos em cascata e exposição rápida ao frio.
Nos EUA, o alerta costuma ser maior no Upper Midwest/Grandes Lagos, no Nordeste/New England e em áreas elevadas das Montanhas Rochosas. Em fevereiro (médias históricas 1991-2020), Chicago fica em ~2,1°C/−5,7°C (máx/mín) e média mensal de −1,8°C; Nova York (Central Park) ~5,7°C/−1,4°C e média de 2,2°C; Denver tem média de 0,4°C.
Na Europa, atenção extra para Escandinávia e Báltico, além de áreas alpinas e parte da Europa Central/Oriental. Para referência, Londres (Heathrow) ~8,2°C/1,8°C em fevereiro; Paris tem média em torno de 6°C; Estocolmo registra média histórica perto de −1°C.
Os principais riscos são hipotermia e congelamento de pele com vento (“wind chill”), quedas e colisões em pista com “black ice”, cancelamentos de voos e falta de energia. Órgãos meteorológicos dos EUA alertam que a exposição ao frio extremo pode levar a congelamento e hipotermia em minutos, especialmente com vento.
Se a viagem já está marcada, três decisões práticas ajudam: flexibilize datas/rotas (voo direto ou conexões mais longas reduzem o efeito dominó), alinhe seguro e políticas de remarcação/cancelamento antes de embarcar e ajuste o kit (camadas, bota impermeável, luvas, gorro). Se houver aviso oficial de frio extremo/temporal de inverno para o período, adiar costuma ser a opção mais segura.
Fontes: NOAA/NWS; Met Office; Infoclimat (Paris) e Miljöbarometern Stockholm.
