Fala da atriz sobre o desconforto do exame Papanicolau viralizou e gerou resposta de profissionais, com discussão sobre prevenção e comunicação em saúde.
Em entrevista ao programa “Na Palma da Mari”, Glória Pires disse que, “em 2025”, ainda é difícil aceitar o desconforto do Papanicolau e classificou o procedimento como “tortura”. Ela também citou a menopausa como tema historicamente pouco debatido na medicina.
A ginecologista Ana Comin reagiu nas redes, criticou a forma como o tema foi tratado e afirmou que exames preventivos não existem para “ser prazerosos”, defendendo cautela com falas públicas que possam desestimular o rastreamento.
No Brasil, o INCA afirma que o exame cito patológico (Papanicolau) segue como técnica “segura e eficaz” e orienta que o rastreamento seja ofertado, em geral, a pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. O instituto também destaca que o Papanicolau pode ser feito onde o teste de DNA-HPV ainda não está disponível.
O episódio expõe dois pontos ao mesmo tempo: a necessidade de reduzir barreiras e melhorar acolhimento em exames ginecológicos, e a importância de manter informação baseada em evidências sobre prevenção do câncer do colo do útero.
Fontes: CNN Brasil, INCA, Metrópoles.
