Foguetório simultâneo em cidades da Grande Goiânia levou à prisão de 32 pessoas, entre integrantes e simpatizantes do Comando Vermelho, segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás. O governador Ronaldo Caiado afirmou que “bandido não se cria em Goiás”.
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) confirmou, nesta quarta-feira (6.nov.2025), a prisão de 32 pessoas após um foguetório registrado na noite de 4.nov.2025 em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Abadia de Goiás e Rio Verde. A ação, segundo as investigações, foi coordenada para exaltar criminosos mort3s durante uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, na semana passada.
REPERCUSSÃO NACIONAL E LIGAÇÃO COM A FACÇÃO
O episódio ocorreu poucos dias após a operação que mobilizou forças estaduais e federais no Rio de Janeiro e resultou na mort3 de dezenas de suspeitos ligados ao Comando Vermelho (CV). A SSP-GO informou que nove foragidos da Justiça de Goiás estavam entre os alvos neutralizados naquela ofensiva.
As autoridades goianas tratam o foguetório como um ato de apologia ao crime e de afronta direta ao Estado. “Esse tipo de manifestação não será tolerado em Goiás”, afirmou o secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum, em nota.
REAÇÃO DO GOVERNO: “OU MUDA DE PROFISSÃO OU MUDA DE ESTADO”
Nas redes sociais, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) se pronunciou de forma contundente sobre as prisões. Em vídeo publicado em seu perfil oficial no Instagram, Caiado afirmou:
“Bandido não se cria em Goiás. Ou muda de profissão ou muda do Estado.”
Em outra publicação, o governador reforçou o compromisso com o enfrentamento ao crime organizado:
“Aqui não tem espaço para quem desafia o poder público. Goiás tem polícia, tem governo e tem lei.”
Caiado também elogiou a atuação conjunta das forças de segurança e prometeu manter operações de repressão em todo o estado: “Ninguém vai intimidar o povo goiano com foguetes e apologia a facções.”
DETALHES DA OPERAÇÃO E APREENSÕES
As ações ocorreram em quatro municípios e envolveram equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Procon-GO. Os presos deverão responder por apologia ao crime, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e organização criminosa.
Durante as diligências, quase 4 mil fogos de artifício foram apreendidos em depósitos e comércios sem licença. Segundo o Procon-GO, o material seria suficiente para abastecer dezenas de foguetórios simultâneos. As investigações indicam que parte dos detidos é formada por simpatizantes sem vínculo formal com facções.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA E ENVOLVE ANÁLISE DIGITAL
A SSP-GO informou que os vídeos e mensagens compartilhados em grupos de aplicativos de conversa serão periciados para identificar os autores intelectuais e possíveis conexões interestaduais com o Comando Vermelho. Todos os presos passarão por audiência de custódia e permanecem sob investigação.
A secretaria reforçou que ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado, e que as investigações seguem sob sigilo judicial.
