O Ministério de Minas e Energia está desenvolvendo uma política nacional voltada à exploração e ao beneficiamento de terras raras no Brasil. Esses elementos, fundamentais para a transição energética e para setores de alta tecnologia, têm despertado atenção internacional — especialmente dos Estados Unidos, cujo governo, sob a gestão de Donald Trump, demonstrou interesse estratégico nas reservas brasileiras.
As terras raras são indispensáveis na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, chips, painéis solares e equipamentos militares. Atualmente, a China domina cerca de 85% do mercado mundial, e os EUA têm buscado reduzir sua dependência do país asiático. Nesse contexto, o Brasil surge como alternativa relevante, tanto pela extensão de suas jazidas quanto pelo potencial ainda pouco explorado.
A proposta do governo brasileiro inclui o mapeamento de novas reservas, o estímulo à extração e a instalação de unidades de beneficiamento no território nacional. O objetivo é agregar valor à cadeia produtiva e garantir soberania sobre recursos considerados críticos para o futuro energético e tecnológico do país.
A iniciativa também é uma resposta indireta ao recente “tarifaço” imposto por Trump a produtos brasileiros, que incluiu minerais estratégicos. A movimentação reforça a necessidade de o Brasil proteger seus ativos naturais e desenvolver infraestrutura própria de processamento, evitando a exportação de matéria-prima bruta.
Atualmente, as principais jazidas estão localizadas em Minas Gerais, Goiás, Bahia e Amazonas. Especialistas defendem investimentos em tecnologia, capacitação e acordos internacionais que garantam mercado e segurança geopolítica.
Fonte: Ministério de Minas e Energia, Agência Brasil
