A disputa política por Groenlândia elevou a tensão transatlântica — e abriu um temor raro: um confronto militar entre americanos e europeus, algo sem precedentes desde 1945.
No sábado (17), Donald Trump vinculou a pressão por um acordo envolvendo a Groenlândia a novas tarifas sobre oito aliados europeus. Em resposta, autoridades da União Europeia reforçaram nesta terça-feira (20) que a soberania do território — que pertence ao Reino da Dinamarca e tem governo próprio — é “inegociável” e discutem contramedidas.
Apesar do ruído, analistas ouvidos por veículos internacionais avaliam que a chance de tropas americanas e europeias entrarem em choque é muito baixa: o custo político seria gigantesco, a OTAN não foi desenhada para conflitos internos e qualquer baixa de um lado contra o outro mudaria a geopolítica do dia para a noite.
O risco maior, por ora, está na escalada retórica e econômica — tarifas, represálias e desgaste de confiança — enquanto Dinamarca e parceiros reforçam exercícios no Ártico para sinalizar soberania, mantendo o foco oficial em ameaças externas, como a Rússia.
Fontes: Reuters, The Wall Street Journal, Chatham House.
