O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vem enfrentando crescente perda de confiança tanto no governo quanto na oposição. Analistas de Brasília apontam que suas decisões recentes reforçam a imagem de um líder parlamentar imprevisível e em busca de afirmação política, o que tem ampliado tensões entre o Planalto e o Congresso.
Entre os episódios mais citados, está a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do chamado “PL Antifacção”, um dos projetos de maior interesse do governo
A decisão irritou a base aliada e foi interpretada como sinal de distanciamento do Palácio do Planalto. Colunistas da CNN Brasil e do portal Jota afirmam que o gesto expôs fragilidades na condução de Motta e gerou dúvidas sobre sua capacidade de articulação.
Outro movimento controverso foi o avanço de propostas sensíveis, como o projeto que revisa penas de réus pelos atos de 8 de janeiro.
A iniciativa dividiu a própria Casa e consolidou a percepção de que o presidente da Câmara tenta equilibrar forças sem obter confiança de nenhum dos lados.
Para o governo, a falta de previsibilidade dificulta a negociação de pautas prioritárias e fragiliza a governabilidade.
Já a oposição avalia que Motta não oferece segurança política nem liderança estável para sustentar agendas alternativas.
Especialistas ouvidos pela CNN e pelo Jota destacam que, em um Congresso polarizado, neutralidade sem base sólida tende a ser interpretada como vulnerabilidade.
A posição do parlamentar paraibano — eleito com apoio de diversos blocos — começa a ser vista como um ponto de incerteza no sistema político.
Se não consolidar uma base coerente, Motta corre o risco de transformar seu mandato em um símbolo de fragilidade institucional, e não de equilíbrio.
Fontes: CNN Brasil, Jota, Gazeta do Povo.
