Médicos relatam hospitais sobrecarregados por feridos, enquanto um apagão de internet dificulta checar, em tempo real, o tamanho da repressão nas ruas.
Segundo relatos obtidos pela BBC, o Hospital Farabi, referência em oftalmologia em Teerã, entrou em “modo crise”: emergências lotadas e suspensão de internações e cirurgias não urgentes. Em Shiraz, um profissional disse que faltam médicos e citou ferimentos por tiros na cabeça e nos olhos.
A conexão teria sido cortada na noite de 8.jan (quinta-feira, 8), o que limita a verificação independente e a circulação de imagens. A Reuters relata que Teerã culpa os EUA por “incitação” e que Trump voltou a alertar: “se vocês começarem a atirar, nós também começaremos a atirar”.
Grupos de direitos humanos apontam mais de 50 m0rt3s e milhares de prisões desde 28.dez (domingo, 28). As estimativas variam e podem mudar com a retomada parcial das comunicações.
Fontes: BBC News, Reuters, Iran Human Rights (IHRNGO).
