Lula discursou nesta terça (23.set.2025) na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e destacou a defesa da democracia brasileira, a crise global da fome e críticas a conflitos armados.
O presidente afirmou que “não há pacificação com impunidade”, citando a condenação de um ex-chefe de Estado no Brasil por atentar contra a democracia. Disse que forças antidemocráticas agem como “milícias digitais” e criticou sanções externas contra o Judiciário e a economia do país.
Entre os pontos centrais, Lula celebrou a saída do Brasil do Mapa da Fome, mas lembrou que 670 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Defendeu redirecionar recursos de guerras para o desenvolvimento e aliviar dívidas de países pobres. Também anunciou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, reforçando que a COP30, em Belém, será a “COP da verdade”.
No campo internacional, condenou ataques do Hamas, mas classificou como genocídio as ações de Israel em Gaza, criticando o veto que impede o reconhecimento da Palestina na ONU. Pediu diálogo para a Ucrânia, rejeitou bloqueio a Cuba e defendeu paz no Haiti e na Venezuela.
Lula ainda cobrou reforma da ONU e da OMC, com ampliação do Conselho de Segurança e criação de um Conselho Climático. Disse que o século XXI será multipolar que o Sul Global deve ter voz ativa. O presidente encerrou homenageando Pepe Mujica e o Papa Francisco, falecidos em 2025, como símbolos do humanismo e da luta contra a desigualdade.
Fontes: ONU, Agência Brasil, Folha de S.Paulo
