A menos de um ano da eleição presidencial, o governo Lula enfrenta um processo de fragmentação da base na Câmara e no Senado, elevando o risco de travamento de projetos econômicos e de pautas com forte apelo eleitoral.
Derrotas recentes em votações importantes e a dificuldade de segurar partidos do Centrão em temas sensíveis expuseram a limitação da articulação política do Planalto.
Lideranças do Congresso relatam maior autonomia na definição da agenda e disposição para reescrever ou impor condições a projetos estratégicos do Executivo, inclusive em áreas como segurança pública, políticas sociais e marco fiscal.
Ao mesmo tempo, Lula se vê em ambiente de tensão política simultânea com Congresso, Senado e, em alguns temas, com o STF, especialmente em debates sobre regulação de redes, segurança e limites de decisões judiciais.
Apesar dos atritos, não há ruptura institucional: os Poderes seguem atuando dentro de suas competências formais, mas com aumento da disputa por protagonismo e narrativa.
Para o governo, o desafio imediato é recompor maioria estável, preservar espaço de negociação orçamentária e reduzir o número de derrotas em plenário às vésperas de 2026.
Se a base continuar se desfazendo, projetos de impacto econômico ou eleitoral tendem a ser alterados pelo Legislativo — ou simplesmente bloqueados —, elevando o custo político do Planalto em um cenário de conflito prolongado entre Executivo, Congresso e Judiciário.
Fontes: Agência Brasil, CNN Brasil, Poder360.
