sexta-feira, março 6, 2026

Maduro pede a Trump que evite “guerra eterna” após escalada militar dos UUA no Caribe

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao governo dos Estados Unidos que evite levar a região a um conflito prolongado, após o aumento da presença militar americana no Caribe. A manifestação ocorreu depois que o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, chegou à área em meio ao endurecimento da política de segurança adotada por Washington.

Em declaração pública em Caracas, Maduro afirmou que os EUA correm o risco de repetir operações do passado: “Chega de guerras eternas. Chega de guerras injustas. Chega de Líbia. Chega de Afeganistão. Viva a paz.” O discurso foi feito enquanto o venezuelano participava de um ato político no entorno do Palácio de Miraflores.

A tensão cresceu após o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciar a chamada “Operação Lança do Sul”, destinada, segundo ele, a enfrentar “narcoterroristas” no hemisfério ocidental. O governo americano afirma que a mobilização integra a estratégia de combate ao tráfico de drogas, mas analistas apontam que a escala da operação — a maior desde a invasão do Panamá, em 1989 — amplia a pressão sobre o governo venezuelano.

Apesar de não ser produtora de cocaína nem rota relevante do fentanil, a Venezuela tem sido alvo de ações militares e sanções econômicas nos últimos anos. Autoridades venezuelanas reagiram afirmando que o país está “pronto para se defender”. Relatórios publicados por agências internacionais indicam que o governo de Caracas teria elaborado planos de resposta com táticas de sabotagem e ações de guerrilha em caso de ofensiva aérea.

A escalada eleva a preocupação diplomática na região e reacende o debate sobre estabilidade e segurança no norte da América do Sul.

Fontes: Reuters, BBC News, Agência Brasil.

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