Com Daniel Vilela e Wilder Morais já mais adiantados nas articulações para a disputa pelo governo de Goiás, Marconi Perillo ainda não apresentou uma chapa majoritária completa. O ex-governador segue sem definir vice, nomes ao Senado e suplências, enquanto aliados afirmam que a estratégia é acompanhar o movimento dos adversários antes de bater o martelo.
No entorno do tucano, a leitura é que tanto a base governista quanto o campo bolsonarista ainda terão dificuldade para acomodar todos os interesses políticos em jogo. A aposta é que, à medida que as chapas ganhem forma, surjam descontentamentos capazes de empurrar quadros hoje sem espaço para uma composição ligada ao PSDB.
O cenário, porém, também impõe custo político. Daniel já discute publicamente perfis para a vice e trabalha com nomes em avaliação, enquanto Wilder consolidou a pré-candidatura e acelerou movimentos no PL. Nesse ritmo, Marconi corre o risco de ver crescer a percepção de que seus adversários entraram antes no jogo e ocupam o centro da disputa.
Aliados rejeitam a ideia de isolamento e sustentam que ainda há margem para atrair dissidentes da base caiadista e do bolsonarismo goiano. A dúvida, neste momento, é se essa espera vai de fato produzir uma janela de recomposição ou apenas ampliar a vantagem de grupos que já começaram a montar o palanque.
Fontes: Jornal Opção, O Popular
