sexta-feira, março 6, 2026

Michelle Bolsonaro perde espaço no cenário eleitoral de 2026 após negociações por Bolsonaro

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, cotada para disputar a Presidência em 2026, vê sua influência diminuir no PL após esforços para transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro da superintendência da PF em Brasília para o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.

Com isso, debates internos no partido e a caminhada de Nikolas Ferreira reacenderam divisões na direita, ofuscando sua figura em meio a pressões por candidaturas alternativas.

Michelle apelou diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, horas antes da decisão de transferência, ocorrida em 15 de janeiro, buscando condições melhores para Bolsonaro, que enfrenta problemas de saúde.

Aliados próximos relatam que ela também conversou com o ministro Gilmar Mendes, mas o resultado – uma mudança para instalações maiores, porém ainda prisionais – gerou críticas internas. Alguns bolsonaristas culpam-na pela ausência de prisão domiciliar, o que agravou tensões familiares e partidárias.

A caminhada de Nikolas Ferreira, de Paracatu (MG) a Brasília, entre 19 e 25 de janeiro, com críticas ao STF, interrompeu diálogos moderados liderados por Michelle e pelo governador Tarcísio de Freitas (SP).

Analistas apontam que o ato reacendeu mobilizações de rua, mas atrapalhou negociações por anistia ou alívio para condenados do 8 de janeiro de 2023, incluindo Bolsonaro, inelegível até 2030.

No PL, fontes indicam perda de força para Michelle, com nomes como Flávio Bolsonaro e Tarcísio ganhando tração.

O círculo próximo à ex-primeira-dama menciona descontentamento com o “apagamento” de sua imagem, atribuído a disputas por protagonismo. Michelle mantém silêncio estratégico, cancelando eventos como o primeiro do PL Mulher em 2026, e foca em orações e defesa familiar, sem se posicionar publicamente sobre as eleições.

O cenário reflete fragmentação na direita, com o PL evitando antecipar candidaturas enquanto aguarda desdobramentos judiciais.

Fontes: Veja, CNN Brasil, Gazeta do Povo.

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