Em uma das regiões mais conservadoras do país, o Centro-Oeste deve consolidar novamente a força da direita nas eleições de 2026. Levantamento preliminar aponta que nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro despontam como favoritos nas articulações para o Senado, enquanto PT e partidos aliados tentam romper a hegemonia bolsonarista.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto no Distrito Federal, onde também figuram o governador Ibaneis Rocha (MDB) e a senadora Leila Barros (PDT), que buscará a reeleição. O PT deve lançar Érika Kokay, enquanto nomes como Bia Kicis (PL) e Sebastião Coelho (Novo) também aparecem entre os cotados.
Em Goiás, o futuro político do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) será determinante. Caso avance para a disputa presidencial, ele deve apoiar a candidatura da esposa, Gracinha Caiado, ao Senado. Os senadores Jorge Kajuru (PSB) e Vanderlan Cardoso (PSD) tentarão renovar o mandato, e figuras como Gustavo Gayer (PL) e Rubens Otoni (PT) também estão no radar.
No Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (União Brasil) é apontado como favorito, seguido pelo ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD), que representa o campo governista. No espectro conservador, surgem nomes como Wellington Fagundes (PL), José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB). Pela esquerda, a Professora Rosa Neide (PT) tenta consolidar uma candidatura regional.
Já em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) lidera as movimentações, ao lado dos senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos), ambos em busca da reeleição. O campo bolsonarista também aposta em Gianni Nogueira (PL), enquanto a ministra Simone Tebet (MDB) ainda não definiu se disputará o Senado.
Com figuras como Michelle, Caiado e Mendes no comando das articulações regionais, o bloco da direita consolida vantagem antecipada, e o desafio da esquerda será romper uma das barreiras eleitorais mais sólidas do país.
Fontes: Congresso em Foco, Estadão, Poder360.
